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fevereiro 17, 2005


Afirma Pereira, mas afirma mal


Segundo me informaram, o comentador Pacheco Pereira ultrapassou ontem todos os limites da razoabilidade e do bom-senso no programa "Quadratura do Círculo". Afirmou o comentador Pacheco Pereira que eu teria aproveitado a minha condição de ministro da Defesa para divulgar, como líder partidário, um "documento do Ministério da Defesa Nacional" no debate a cinco da RTP.


Documento esse que, ainda segundo o comentador Pacheco Pereira, deveria ser "reservado" ou "confidencial". Acrescentou mesmo que gostaria de saber "qual é a classificação do documento". Para que não tenha mais dúvidas e não volte a comentar de modo leviano assuntos que manifestamente ignora, posso informar o comentador Pacheco Pereira que o tal "documento reservado" é apenas um despacho público, publicado no mais público dos meios públicos de comunicação: o "Diário da República".


Sendo o comentador Pacheco Pereira um especialista em ataques infundados ao CDS, pedia-lhe que, da próxima vez, se informasse devidamente sobre os assuntos que resolve comentar. Junto publico aqui também o esclarecimento enviado pelo CDS a alguns meios de comunicação social e o referido "documento" - tão secreto afinal como o próprio comentador Pacheco Pereira. 


Paulo Portas


 


ESCLARECIMENTO DO CDS


1. No debate entre os cinco líderes partidários na RTP, no passado dia 15 de Fevereiro, o dr. Paulo Portas demonstrou a diferença essencial entre as provas dadas pelo CDS e pelo PS no combate ao desemprego na área da Defesa. Para o comprovar publicamente, citou então o dr. Paulo Portas um despacho assinado pelo ministro da Defesa, dr. Rui Pena, seu antecessor nomeado pelo Partido Socialista, em que se ordenava a constituição de “um grupo de missão no sentido de definir e propor o plano conducente ao encerramento e extinção” das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento e da Manutenção Militar. Tratavam-se de 1.608 trabalhadores que ficavam no desemprego, eram 1.608 empregos postos em causa pelo Governo do engº António Guterres.


2. De seguida, o dr. Paulo Portas recordou que um dos primeiros despachos por si assinado logo que assumiu responsabilidades no Ministério da Defesa, determinava precisamente a suspensão da decisão do ministro socialista, Rui Pena, apostando na recuperação económica das empresas e na salvaguarda dos referidos postos de trabalho. O que, como é do conhecimento público, é uma das mais fortes marcas do CDS como partido de Governo em Portugal. Ambas as empresas, pertencentes aos Estabelecimentos Fabris, estão hoje em pleno processo de recuperação, todos os 1.608 empregos foram salvaguardados.


3. Ontem à noite, num programa de debate na SIC/Notícias, mais concretamente na «Quadratura do Círculo», entre as 23h20 e as 23h21, o comentador José Pacheco Pereira resolveu pôr em causa a honra e o bom-nome do dr. Paulo Portas. Afirmou o comentador Pacheco Pereira que, para o efeito, “o dr. Portas, ontem [no debate na RTP], fez uma coisa que mostra que ele não tem qualidade de homem de Estado, que é, divulgou um documento do Ministério da Defesa Nacional, ele que é Ministro da Defesa, divulgou um documento do seu Ministério, na sua qualidade de dirigente partidário, para atacar o último responsável socialista da Defesa”. Disse mesmo, demonstrando deste modo e uma vez mais a sua ignorância sobre os assuntos que comenta, que “gostava de saber qual é a classificação do documento. Eu não acho normal que os documentos do Ministério da Defesa, que de um modo geral têm a classificação de Reservado e Confidencial, possam ser utilizados numa campanha eleitoral da maneira que foram. Evidentemente que não existe um verdadeiro sentido de Estado. Senão, imediatamente, os jornalistas pediam o documento e iam ver a classificação e contestatavam a utilização por parte de um dirigente partidário de um documento interno do seu Ministério”.


4. Sem se deter, o referido comentador acrescentou que “um documento interno do Ministério não pode ser divulgado, não pode ser divulgado pelo Ministro num debate partidário e, é evidente, que o engº Sócrates, que aqui era aquele que deveria soar as campaínhas todas, também não dá por elas, porque estas coisas se passam, porque, no fundo, já há um «laissez-faire, laissez-passer», uma espécie de prática completamente laxista em relação ao Estado que o dr. Portas, que está sempre com pose de Estado, violou de uma forma grave, ontem, no debate”. Concluía o mesmo comentador que o problema é que “ninguém liga nenhuma”. É a tudo isto que o CDS pretende agora responder, claramente, restabelecendo assim a verdade dos factos que o comentador Pacheco Pereira uma vez mais não respeitou.


5. O CDS informa o comentador Pacheco Pereira que os despachos citados pelo Dr. Paulo Portas no debate a cinco da RTP, no passado dia 15 de Fevereiro, são de livre acesso e podem ser consultados por todos e cada um dos portugueses, tal como o foram pelo CDS. Não são “classificados”, não sendo, por isso, “secretos”, “reservados” ou “confidenciais”. Não têm, repete-se, qualquer tipo de classificação. Estão aliás publicados na mais pública das publicações oficiais portuguesas, mais concretamente no Diário da República. Se o comentador Pacheco Pereira se informasse devidamente antes de comentar assuntos que manifestamente ignora, poderia consultar o despacho nº 7030/2002 (2ª série) do ministro socialista da Defesa Nacional, Rui Pena, publicado no Diário da República – II Série, Nº 80, em 5 de Abril, nas págs. 6253 e 6254. Ou seja, o referido documento que tanta preocupa e parece tirar o sono ao comentador Pacheco Pereira, afinal, tem a classificação mais transparente que pode haver: é público, foi publicado no Diário da República.


6. Não merece sequer discussão o extraordinário argumento do comentador Pacheco Pereira segundo o qual não seria lícito discutir num debate político sobre a governação dos próximos quatro anos o que cada um dos membros de cada partido fizeram ou deixaram de fazer na gestão das unidades fabris que tutelaram.


7. O comentador Pacheco Pereira deveria saber que o ressentimento não abona à lucidez. Como por este esclarecimento se prova, o dr. Paulo Portas não usou qualquer documento «confidencial», «secreto» ou «reservado» da Defesa. O comentador Pacheco Pereira é que levantou uma suspeição totalmente infundada. Aguardamos que rectifique. E este é o documento "secreto", segundo o comentador de bancada, que foi publicado no "Diário da República" em 5 de Abril de 2002:


Diario da Republica nº80 5  II Serie



Publicado por campanhacds em 07:47 PM. Ver mais...

fevereiro 15, 2005


Mensagens úteis dos leitores


A outra campanha


As críticas ao cancelamento da campanha foram, isso sim, um acto de campanha. Se no falecimento do Prof. Sousa Franco a campanha eleitoral foi suspensa, porque motivo não haveria de sê-lo com o falecimento da irmã Lúcia, ainda para mais sendo dia de luto nacional? As críticas do Sr. Bispo Torgal Ferreira não admiram, já que alinha ao lado dos partidos de esquerda na questão do aborto, ao defender a despenalização, e consequente descriminalização do mesmo. As críticas do Sr. Bispo do Porto também foram gratuitas ao defender que a importância das eleições não justifica a interrupção da campanha. Se para um Bispo as eleições são mais importantes do que o falecimento da irmã Lúcia, não é necessário dizer mais nada. É curioso que são sempre os mesmos os Bispos a tomarem posições políticas. Felizmente não representam o episcopado português, como se viu na recente tomada de posição do conselho episcopal português sobre o aborto. Não compete aos Bispos fazerem campanha política. A Deus o que é de Deus e a César o que é de César!


Paulo G. Marques


 


"Atitude de formiguinha"


Por razões de muitos afazeres profissionais não tenho podido acompanhar de bem perto a campanha do Dr. Luís Nobre Guedes, candidato pelo distrito de Coimbra. O que sei é que me informam amigos e alguns da área socialista é que vamos eleger um deputado por Coimbra. Quero elogiar atitude serena e esclarecedora que o CDS/PP está a fazer nesta campanha uma campanha serena e como diz o Dr. Paulo Portas "estamos a trabalhar como a formiguinha". Meus bons amigos, força. Continuem assim e dia 20 seremos os grandes vencedores, mas levem a votar os amigos e a família todos a trabalhar como podem força.


Carlos Brandão


 


Caro Dr. Portas


Tenho que confessar que foi com muito cepticismo e até com alguma desconfiança, que encarei a presença do CDS/PP na coligação governamental. Foi portanto para mim um espanto total observar a acção dos ministros do CDS/PP durante esta legislatura. Descomprometimento total e muita coragem politica foram para mim os factores de maior valor, não esquecendo a postura sóbria e serena com que sempre enfrentaram os muitos ataques que lhes foram dirigidos. E não foram poucos, pois não tenho memória de um governo ter sido tão atacado quer pelos media, quer por outros órgãos institucionais. Não sou do CDS/PP nem nunca nele votei, mas não quero deixar de Vos dar os parabéns pelo trabalho desenvolvido e desejar que continuem com o mesmo empenho que tiveram até agora, desta vez com o meu voto.


Luís Vicêncio


 


Dr. Paulo Portas


Quero felicitá-lo pelo bom trabalho realizado pelo CDS-PP enquanto governo e ainda pelo modo como vem desenvolvendo a campanha eleitoral. Penso que é importante fazer a diferença em relação aos partidos ditos de esquerda, não só no que respeita ao sentido prático da governação mas também pela postura adoptada face às adversidades ou contrariedades. É nesse aspecto que o senhor tem vindo a ganhar pontos! Pela sua inteligência em não dar oportunidade a maledicências e pela elegância das suas afirmações. É como diz: as pessoas valorizam o que de concretamente foi feito e não o ataque aos adversários políticos. Espero que consiga alcançar a meta por si definida para estas eleições, sugerindo, no entanto, maior flexibilidade no que respeita à abordagem de determinados assuntos, nomeadamente à questão do aborto, de modo a que possamos ter uma sociedade mais livre e justa e, também deste modo, aproximar-nos cada vez mais de países evoluídos cuja população beneficia de alguma qualidade de vida e do consequente bem estar.


Maria Loureiro


 


Dr. Paulo Portas,


Se ainda acreditamos nos valores da família e na defesa da vida, se ainda acreditamos na política feita com convicção, seriedade e competência, só nos resta uma alternativa: votar CDS-PP!


Miguel Moreira (Lisboa)


 


Dr Paulo Portas:


Tenho acompanhado o seu posicionamento na política e os valores que defende, e gostaria de lhe dar o meu apoio e coragem na defesa intransigente daqueles valores que devem estar na base de qualquer sociedade que se quer próspera e moderna, como sejam a defesa da vida, da família - com políticas que favoreçam as famílias numerosas - e dos mais desfavorecidos, nomeadamente os idosos e os pobres. Força... e bem-haja! Não queremos um novo Zapatero no nosso país! As consequências já estão à vista em Espanha.


Fernando Vasco



Publicado por campanhacds em 04:52 PM. Ver mais...

fevereiro 11, 2005


Ilusões e soluções


O CDS continua a fazer uma campanha pela positiva. Não vamos comentar nada que não tenha a ver com as preocupações dos portugueses. Infelizmente, por vezes, a política portuguesa mais parece uma colecção de cromos repetidos. O CDS faz uma campanha de causas e não de casos.


Hoje estive no estúdio móvel de ideias em Almada, no Distrito de Setúbal, a debater os problemas da Imigração, mais uma acção da iniciativa “Vamos falar do que é útil aos Portugueses”. Numa sala cheia de gente interessada, contei a meu lado com a presença de Nuno Magalhães, secretário de Estado da Administração Interna e grande responsável por hoje podermos dizer que Portugal segue uma política de rigor na entrada com humanidade na integração.


O CDS foi o primeiro partido a defender que o Estado só deve acolher os imigrantes que pode integrar. Não andámos a prometer fronteiras abertas para as pessoas virem dormir para debaixo das pontes e procurarem comida no lixo, como outros fizeram demagogicamente no passado. Durante o consulado socialista, houve uma explosão da imigração ilegal em Portugal e o Estado não se deu conta de que estava a ser cúmplice objectivo da exploração de mão-de-obra barata. Como lembrou e bem o Nuno Magalhães, entre 2000 e 2002 duplicou o número de imigrantes legais em Portugal – de 220.000 para 430.000. O que só dificultou a integração dos imigrantes e a desconfiança dos portugueses.


A pior política é aquela que cria ilusões mas não apresenta soluções. Nós procedemos de modo diferente, resolvemos os problemas mais gritantes da imigração - e o resultado está à vista de todos. É mais uma marca do CDS que está à vista de todos e de que nos podemos orgulhar como democrata-cristãos que somos.


Paulo Portas



Publicado por campanhacds em 05:29 PM. Ver mais...

Um bom sinal


O Eng. José Sócrates anda confuso e nervoso. E anda confuso e nervoso porque o PS sabe que está a descer e que a ideia mirabolante da maioria absoluta é cada vez mais uma ideia do passado, exactamente porque o CDS está a subir. Por isso mesmo, ataca o CDS, chama-nos nomes, depois de ainda há poucos dias nos ter elogiado. Primeiro éramos responsáveis. Agora chama-nos irresponsáveis só por termos apresentado aos portugueses uma equipa sólida e disponível de quadros com um currículo à prova de bala e prontos para assumir responsabilidades governativas. Eu sei que o Eng. Sócrates só diz isto porque ainda não sabe com quem pode contar, nem tem nomes para apresentar que não sejam mais do mesmo. Réplicas dos tempos de outro engenheiro socialista que abandonou o governo a falar de pântanos. É um bom sinal que nos ataquem. Podem continuar, que nós não nos importamos. Só se atacam as árvores que dão fruto. Nós estamos a retirar deputados, um por um, aos socialistas – e é isso que deixa o Eng. Sócrates confuso e nervoso.


Paulo Portas


 



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